NOTA INFORMATIVA

O CIEVS/Fronteira-GM, baseado na NOTA TÉCNICA Nº 6/2024 CGARB/DEDT/SVSA/MS, vem através desta nota informativa, esclarecer a cerca da “VIGILÂNCIA DA FEBRE DO OROPOUCHE”.


A Febre do Oropouche (FO) é uma doença causada por um arbovírus (vírus transmitido por artrópodes) do gênero Orthobunyavirus, da família Peribunyaviridae. O Orthobunyavirusoropoucheense (OROV) foi isolado pela primeira vez no Brasil em 1960, a partir de amostra de sangue de um bicho-preguiça (Bradypus tridactylus) capturada durante a construção da rodovia Belém Brasília. Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente nos estados da região Amazônica.


Também já foram relatados casos e surtos em outros países das Américas Central e do Sul (Panamá, Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Venezuela). Até o momento não há evidência de transmissão direta de pessoa a pessoa. Após a infecção, o vírus permanece no sangue dos indivíduos infectados por 2-5 dias após o início dos primeiros sintomas. O período de incubação intrínseca do vírus (em humanos) pode variar entre 3 e 8 dias após a infecção pela picada do vetor. Entre as características do OROV, destaca-se seu elevado potencial de transmissão e disseminação, com capacidade de causar surtos e epidemias em áreas urbanas. Não há vacina e tratamento específico disponíveis.


No que diz ao sintomas:
O quadro clínico agudo é semelhante às demais arbovirores, como DENGUE, MALÁRIA e entre outras. Evolui com febre de início súbito, cefaleia (dor de cabeça), mialgia (dor muscular) e artralgia (dor articular). Outros sintomas como tontura, dor retro-ocular, calafrios, fotofobia (sensibilidade a luz), náuseas e vômitos também são relatados. Casos com acometimento do sistema nervoso central, por exemplo: (meningite asséptica, meningoencefalite), especialmente em pacientes imunocomprometidos, e com manifestações hemorrágicas (petéquias, epistaxe, gengivorragia) podem ocorrer. Os sintomas duram de 2 a 7 dias, com evolução benigna e sem sequelas, mesmo nos casos mais graves. Não há relatos de óbitos associados à infecção pelo OROV até então.


A prevenção se dá por:
Proteção das residências com telas de malha fina, nas portas e janelas; Uso de roupas que cubram as pernas e os braços, especialmente em casas onde pessoas venham apresentando os sintomas; Uso de repelentes que contenham DEET IR 3535 ou ICARIDIN, que podem ser aplicados na pele ou nas roupas expostas; Uso de mosquiteiros tratados ou não com inseticidas; Pessoas em áreas de risco(zona rural) devem evitar se expor sem as devidas proteções no horário de maior atividade do mosquito ( AO AMANHECER E AO ANOITECER); Em caso de sintomas, como apresentados acima o paciente deve comparecer a uma Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência.


Nosso compromisso é zelar pela saúde pública e fornecer informações precisas e atualizadas.
Contamos com a colaboração de todos para mantermos nossa comunidade informada e segura. Estamos à disposição para esclarecer dúvidas e fornecer informações adicionais.


Atenciosamente,
Anna Carla Antunes
Coordenação de Saúde Epidemiológica
CIEVS-FRONTEIRA – Guajará Mirim/RO

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